(Desculpem o longo texto, quem só quiser saber minha opinião sobre a música e o tema retratado, pule abaixo do vídeo e aproveitando o espaço, faço na mais pura aproveitação de espaço, meu merchandising).
Penso em uma revolução. Em rebeldias por igualdades e pessoas se chocando, se explodindo por dentro para causar sua revolução... Rebelando-se contra o sistema. Rebelando-se por causa.
De repente por outro lado vemos a juventude acomodada, e eis o contraste. O choque de jovens ativos e jovens inativos no seu papel social, apenas cumprindo seus contratos e se esquecendo de cidadania. E ainda num lado profundo, dos jovens que se acomodam ao consumo e ao desenfreio dos "bons costumes", existem outros tipos de rebeldes. Os rebeldes moldados pela massa capitalista. Os rebeldes que lutam por si, e por melhorias para si. Os jovens adolescentes - de prática comum desde sempre, mas com seu auge nos anos 80 - que se rebelam sem motivo próprio, sem rumo ou reais mudanças num contexto social. Jovens egocêntricos que a única revolução que querem é por si mesma, e munida de egos e de logotipos, cria-se uma rebeldia sem causa.
1) Quando um adolescente for preso finalmente alguém vai conseguir cortar o cabelo dele.
2) Sem adolescente em casa o banheiro da família estará sempre disponível.
3) Eles não sofrerão muito na cadeia, porque já passam o tempo todo trancados no quarto.
4) A conta de telefone da família vai cair.
5) Os julgamentos serão rápidos, já que eles nunca têm “nada a declarar” quando estão falando com adultos (mas tem tudo a declarar com os amigos, tanto que não saem do “feici”).
6) Eles finalmente vão ser tratados como adultos que acham que são.
7) O adolescente preso será poupado de ter que arrumar seu quarto
8) Os adolescentes presos terão tempo de sobra pra ler e investir na sua formação.
9) Nenhuma mãe ficará mais estressada mandando o filho sair do Facebook, pois acessar Facebook pelo celular clandestino é uma merda.
10) Nenhum adolescente criminoso precisará ficar sem teto e sem um lugar quentinho para dormir.
(Sátira à questão da maioridade penal em que em momento algum se analisa problemas reais, e sim abstratos do que a juventude é e do que os jovens gostam. Se resolve o problema dando supérfluos. A questão não é a maioridade, mas em como os jovens são vistos e em como eles se veem).


























